Os passeios
  Prêmios
  Fotos
  Vídeos
  Ecologia
  Dúvidas Frequentes
  Localização
  Onde comprar
  Promoções
  Hospedagem
  Rio da Prata na Mídia
  Notícias
  Relação com imprensa
  Rio da Prata no Youtube
  Fotos de Visitantes - Envie a sua
  Depoimentos
  Envie cartões postais
  Papel de parede
  Receitas
  Outros passeios do grupo na região de Bonito
  Trabalhe conosco
  Links
  Contato
  Pantanal
  Receba nossa newsletter
  Nome
 
  E-mail
 
  Confirme o código abaixo
 
 
 



 

 

Emergentes puxam expansão do turismo

O presidente do World Travel & Tourism Council (WTCC), entidade que reúne empresas privadas de turismo, que representa o setor privado, Jean-Claude Baumgarten, disse ontem, em Florianópolis, que apesar dos problemas econômicos do mundo, o turismo cresce, principalmente entre as pessoas dos países em desenvolvimento, como os da América Latina, China, Índia, Rússia e Oriente Médio. E quem quiser faturar nesse mercado, observou, deve mirar esse novo público viajante, em especial chineses e indianos. 

"Estive há três semanas com o representante do turismo da China e ele disse que 47 milhões de chineses viajaram ao exterior em 2007 e nas viagens domésticas, foram 1,6 bilhão de chineses. Podem imaginar o potencial que são os chineses? Não podemos ficar olhando somente para os nossos países vizinhos", disse Baumgarten. Daqui a 10 anos, estimou, haverá provavelmente 100 milhões de chineses viajando ao exterior. 

O turismo mundial, segundo ele, vem recebendo impulso do aumento da renda per capita da população dos países emergentes. Em recente relatório, a WTCC destacou que há criação de empregos, há uma nova geração de pessoas ricas nesses países, que buscam lazer, e uma diversificação econômica importantes para o turismo mundial. "Na Índia, há 200 milhões de lares que têm atualmente o mesmo padrão de vida que se tem na Europa ou nos Estados Unidos", comparou, durante palestra organizada pelo grupo gaúcho de comunicação RBS. 

Baumgarten, que foi vice-presidente da Air France para os EUA, reiterou as estimativas de crescimento do estudo da WTCC para o ano de 2008, de 3% na demanda neste ano no mundo. Em 2007, segundo dados da WTCC, 900 milhões de pessoas viajaram a turismo no mundo, e foi o quarto ano consecutivo de crescimento expressivo da atividade, acima de 4%. Ainda que em 2008 o conselho espere uma desaceleração no crescimento, ele diz que a estimativa é positiva, e de continuidade de avanços nos próximos 10 anos, a taxas de 4,5% ao ano. 

Segundo ele, o Brasil tem potencial para estar entre as 10 maiores economias do mundo em turismo, e ele espera que isso de fato ocorra daqui a 10 anos. Hoje, segundo a WTCC, o Brasil está em 14ª posição dentre 176 países. Os EUA são a principal economia de turismo do mundo, e a China já ocupa a segunda posição. "Os grandes países, já maduros em viagens e turismo, em geral estão diminuindo sua participação. Há novos países emergindo nesse ranking", disse ele, referindo-se aos emergentes. 

"Esqueçam as variações negativas para o setor, que existem nos preços do petróleo. Temos que viver com essa realidade, isso sempre foi assim, com grandes oscilações. O que é fundamental é que o turismo e as viagens são uma das principais atividades econômicas do mundo hoje e é uma atividade em crescimento". 

A uma platéia de empresários do setor turístico, Baumgarten disse que Estados como Santa Catarina (SC) devem escolher nichos de atuação. Em sua opinião, SC tem condições de focar em turismo de alta renda, e entrou em assuntos polêmicos, principalmente para Florianópolis, como instalação de campos de golfe e atividades náuticas. Esse tema já é discutido na cidade e coloca em lados opostos empresários que querem construir marina e campos de golfe para as classes mais altas e ambientalistas e sociólogos, que defendem um turismo menos restritivo e com amplos cuidados ambientais. 

O representante da WTCC também falou sobre infra-estrutura para o turismo no Brasil. Baumgarten defendeu investimentos em bons aeroportos e saneamento básico, e defendeu parcerias entre a iniciativa privada e o poder público. "É muito caro construir um aeroporto e demora para construí-lo, assim como demora para ser feita uma boa política de saneamento. É preciso esforço conjunto". 

Fonte: Valor Econômico 

 

Bonito Web - Todos os direitos reservados © 2009 - Desenvolvido por Gestão Ativa.